Na véspera do aniversário de MS, Parque das Nações Indígenas reabre para população após quatro meses

Acesso estava interditado desde o começo da junho, quando o lago maior foi esvaziado

Lago maior voltou a ser enchido - Saul Schramm

Véspera de aniversário de 42 anos de criação de Mato Grosso do Sul, esta quinta-feira (10) marca a reabertura à população de Campo Grande e aos turistas do Parque das Nações Indígenas, onde o lago maior passou por um processo de desassoreamento. A informação é do titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck.

Por questão de segurança, o acesso estava interditado desde o começo de junho, quando o lago maior foi esvaziado para que a Prefeitura de Campo Grande realizasse a retirada da terra trazida pela enxurrada. O secretário justificou que o Governo do Estado precisava aguardar a conclusão de um laudo técnico para fechar as comportas e iniciar o enchimento do lago.

“Não poderíamos encher o lago antes de saber se a barragem, dado a obra que precisamos fazer, tinha estabilidade ou não. Então, esse laudo que ficou pronto ontem (terça) confirmou a estabilidade e, então, a partir de hoje (quarta) vamos fazer o enchimento do lago e, no período de 48 horas, a gente espera que ele esteja praticamente recomposto”, explicou Verruck.

Ele acrescenta que o Executivo Sul-mato-grossense teve a percepção de que a população e os turistas não poderiam permanecer sem ter acesso ao espaço mais bonito do Parque das Nações Indígenas, enquanto aguarda a licitação para a recomposição do gabião.

“Temos um processo licitatório que deve demorar em torno de 60 a 90 dias, então, não há motivo da gente deixar nessa situação aqui e privar a população de fazer o uso do Parque”.

De acordo com o secretário, o mais provável é que a obra de reforma do gabião tenha início apenas em fevereiro de 2020, levando em consideração o tempo de conclusão do processo licitatório (60 a 90 dias) e, também, o período de chuva, no final do ano. A obra deve custar entre R$ 800 a R$ 900 mil e, conforme Verruck, quando for iniciada será necessário fazer o esvaziamento parcial do lago.

Com o objetivo de evitar que o lago maior do Parque das Nações Indígenas volte a sofrer os efeitos da erosão, o Governo do Estado concluiu o projeto de intervenção do córrego Joaquim Português, que abastece o lago do Parque. A Prefeitura da Capital terá a responsabilidade de executar a obra de contenção do assoreamento do córrego Reveilleau, na esquina das avenidas Mato Grosso e Hiroshima.

O secretário disse que assim que o lago estiver cheio, nesta quinta-feira, haverá liberação do acesso ao local, assim como será ativado o novo sistema de iluminação com lâmpadas led, desenvolvido em parceria com a concessionária de energia elétrica Energisa.