Secretário diz que Rota Bioceânica tende a tornar MS grande “hub” logístico da América do Sul

Ponte sobre o Rio Paraguai vai unir o Brasil ao país vizinho pelas cidades de Porto Murtinho e Carmelo Peralta

Vista do cais em Porto Murtinho, na divisa do Brasil com o Paraguai - Chico Ribeiro/Segov

Com a passagem da Rota Bioceânica por Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul se transformará no grande “hub” logístico da América do Sul, de acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck. Sob financiamento da Itaipu Binacional Paraguay, um dos projetos da obra que efetiva o corredor rodoviário por MS é a construção da primeira ponte sobre o Rio Paraguai que vai unir o Brasil ao país vizinho pelas cidades de Porto Murtinho e Carmelo Peralta.

“A partir desse ponto, com a ativação da ponte, a alfândega, a rota bioceânica, a rota hidroviária e funcionamento de quatro portos em Porto Murtinho, nós teremos um grande hub que vai concentrar toda a logística da América do Sul, permitindo competitividade não só para Mato Grosso do Sul, mas, também, para a Região Centro-Oeste do Brasil”, destaca Verruck.

A Itaipu Binacional já aprovou o plano de investimento financeiro para a construção da ponte. Nesta terça-feira (14), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) participou de reunião com o diretor-geral da multinacional paraguaia, José Alberto Alderete Rodriguez, na qual ambos asseguraram que vão somar esforços em prol da Rota Bioceânica. Com previsão de ser concluída em 2022, a obra possui custo estimado em US$ 75 milhões e tornará menor a distância do Centro-Oeste brasileiro até o mercado asiático, o principal consumidor de commodities do mundo. A produção saíra do País para o Chile, passando pelo Paraguai e Argentina.

“Assim, nós conseguiremos chegar aos porto chineses de uma maneira muito mais competitiva – com redução de 14 dias de transporte marítimo e redução de custo por container de mais de mil dólares”, afirma o secretário.

Quatro portos

Segundo Verruck, ações estratégicas do Governo do Estado visam tornar Porto Murtinho um dos principais entrepostos comerciais de Mato Grosso do Sul. Fomentar o transporte fluvial pela hidrovia do Paraguai e contribuir para a instalação de portos na cidade é política pública estadual de desenvolvimento econômico para a região.

“Temos hoje um porto público, concessionado, que, no ano passado, operou praticamente 500 mil toneladas. Um segundo porto, privado, já está sendo construído e começa a operar na parte sul de Porto Murtinho a partir de março do próximo ano – já com previsão de mais 500 mil toneladas. Já temos internalizado, dentro do Governo, mais dois portos de empresas argentinas que também devem iniciar sua construção nos próximos meses”.

O secretário explica que o projeto do contorno rodoviário de acesso aos novos portos já vem sendo trabalhado pelo Governo do Estado, que também estuda a construção de um estacionamento de caminhões próximo aos complexos.