Assentado que abateu seis tucanos e explorou madeira ilegalmente é preso em Aquidauana

PMA encontrou armadilhas de caça montadas pelo homem no local. Somando todas as infrações, multa chegou ao valor de R$ 28 mil.

Material apreendido durante a ação - Divulgação/PMA

Um assentado foi preso pela PMA (Polícia Militar Ambiental) de Aquidauana, na tarde do último sábado (08), por cometer vários crimes ambientais e infrações, como, por exemplo, abater seis tucanos e explorar madeira ilegalmente. O homem, 60 anos, é morador do Assentamento Indaiá III, a 40 quilômetros da área urbana de Aquidauana.

De acordo com a PMA, a equipe encontrou duas áreas de desmatamento e exploração de madeira em uma região protegida do assentamento, além de girau de espera, ceva e armadilhas de captura de animais silvestres.

Os policiais seguiram os rastros e chegaram ao lote 36, onde mora o assentado. No pátio do local, foram encontradas toras de madeira da espécie angico, uma motosserra e madeira serrada retirada da área de reserva legal do assentamento, além de três armadilhas de caça de ferro, do tipo que normalmente são utilizadas para captura de tatus.

O morador do lote confessou o crime e permitiu que a equipe entrasse em sua casa, onde havia seis cabeças de aves silvestres da espécie tucano, abatidas por ele. Os policiais ainda apreenderam quatro rifles de caça calibre 22 e 126 munições do mesmo calibre, uma espingarda calibre 28 e dois cartuchos carregados do mesmo calibre, além de duas garrafas contendo chumbo para recarga artesanal de munições. Todos os itens não tinham documentação.

A PMA deu voz de prisão ao assentado e o apresentou na Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, no Bairro Cidade Nova. O homem foi autuado em flagrante e responderá por crime ambiental de caça ilegal, com pena prevista de seis meses a ano de detenção, por exploração ilegal de madeira em área protegida, com pena prevista de um a três anos de detenção, e por posse ilegal de arma de fogo, em que a pena varia de um a três anos de detenção.

Ele também foi autuado administrativamente e multado em R$ 28 mil pelas infrações. As multas ambientais serão julgadas pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).