Suposto produtor pornô recruta jovens atrizes, grava cenas e desaparece em Campo Grande

Ele prometia um cachê de R$ 11,5 mil. Três mulheres foram vítimas do mesmo golpe.

Caso está sendo investigado pela polícia - Ilustrativa

A polícia procura um homem que se passava por produtor pornô para aplicar golpes em jovens mulheres de Campo Grande, distante 138 quilômetros de Aquidauana. Ele prometia um cachê de R$ 11,5 mil para que as vítimas trabalhassem como atrizes de filmes adultos, mas, após gravar cenas de sexo com elas, desaparecia e não entrava mais em contato. As informações são do Mídia Max.

De acordo com o portal, a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro da Capital recebeu denúncia de uma das vítimas, 21 anos. Ela disse que o homem se apresentou como Tiago e, por meio de mensagem no aplicativo Messenger do Facebook, perguntou se ela tinha interesse em ganhar dinheiro fazendo um filme pornográfico.

O suspeito garantia que, em caso de resposta afirmativa, pagaria R$ 5 mil logo de início, enquanto o valor restante, R$ 6,5 mil, ficaria para depois que o contrato fosse assinado.

Interessada na proposta, a jovem decidiu ir até o endereço informado por Tiago, uma casa no Jardim Joquei Club, onde mantiveram relação sexual, gravada por ele com câmera de celular. A vítima foi ao banheiro e, quando voltou, recebeu do suspeito um pendrive em que estariam salvas as “cenas”.

Na sequência, os dois deixaram a residência e foram para uma produtora de vídeo localizada na Avenida Eduardo Elias Zahran, no Jardim TV Morena, onde Tiago afirmou que assinariam o contrato. Ele deixou o carro parado distante da produtora e pediu para que a jovem fosse até lá. Quando chegou, ela foi atendida pelo porteiro, que disse desconhecer as gravações e relatou que outras duas jovens já tinham procurado o local com a mesma finalidade.

Tiago desapareceu, mas a vítima conseguiu entrar em contato e confrontá-lo sobre o ocorrido, momento em que ele passou a fazer ameaças e afirmou que, se ela registrasse boletim de ocorrência, as imagens seriam divulgadas na internet.

A Depac registrou o caso como divulgação de cena de estupro, de cena de sexo ou de pornografia e violação sexual mediante fraude.