Com foco em coleta de depoimentos, CPI da Energisa terá primeira sessão do ano

Prazo é de 120 dias para a conclusão dos trabalhos, mas pode ser prorrogado

Deputados integrantes da comissão avaliarão o cronograma de atividades - Wagner Guimarães

Com a volta do calendário legislativo, a CPI da Energisa terá a primeira sessão do ano na tarde desta quarta-feira (05), a partir das 14h, em Campo Grande, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado estadual Felipe Orro (PSDB), a sessão desta quarta-feira consistirá em avaliar o cronograma de atividades, investigações e coleta de depoimentos de testemunhas que ocorrerão ao longo do ano.

“Vamos analisar quais são as oitivas que estão previstas para serem realizadas e avaliar a necessidade de se realizar sessões sigilosas para coletar esses depoimentos, visando resguardar a identidade dessas testemunhas. Há a previsão, também, de termos conhecimento do plano de trabalho a ser apresentado pelo relator”, destaca Felipe Orro.

A CPI da Energisa tem como relator o deputado estadual Capitão Contar (PSL).

Aberta ao público, a primeira sessão de 2020 vai acontecer no plenarinho Deputado Nelito Câmara. A Comissão que investiga possíveis irregularidades nas aferições realizadas pela concessionária Energisa foi instaurada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa no dia 12 de novembro do ano passado.

A instauração da CPI foi a partir de um pedido de Felipe Orro, no qual o deputado tucano apresentou como fato determinado a aferição realizada por produtor rural do município de Miranda, que instalou relógio paralelo em sua residência e comprovou diferença de medição do consumo em comparação ao equipamento instalado pela Energisa.

O prazo para a conclusão dos trabalhos da comissão é de 120 dias, mas há possibilidade de prorrogação, segundo o presidente da Comissão.

“E o recesso parlamentar de janeiro não foi contabilizado neste prazo. Agora, daremos sequência às análises dos documentos já coletados e vamos focar na coleta de depoimentos de testemunhas”, finaliza Felipe Orro.