Nelsinho lamenta demissão de Mandetta; Simone fala em ‘credibilidade fortalecida’ do agora ex-ministro

Pelas redes sociais, senadores de Mato Grosso do Sul comentaram saída de Mandetta do cargo de ministro da Saúde

O presidente Jair Bolsonaro e o agora ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta - Pablo Jacob/Agência O Globo

Dois senadores de Mato Grosso do Sul utilizaram as redes sociais para se posicionar sobre a saída de Luiz Henrique Mandetta, agora ex-ministro da Saúde, na tarde desta quinta-feira (16).

Um deles foi o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), um dos primeiros infectados pelo novo coronavírus (Covid-19) na comitiva do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que viajou para os Estados Unidos, no início de março.

“Lamentável a decisão do ministro Mandetta. Mas torço para que quem entre dê certo para o bem do Brasil”, disse Nelsinho.

Para a senadora Simone Tebet (MDB-MS), o ex-ministro realizou um grande trabalho à frente do ministério e sai bem avaliado do cargo.

“A pasta da Saúde, por si só, é um enorme desafio. Mandetta o encarou de frente, com coragem e correição. Sai do ministério com credibilidade fortalecida pela ciência. Agora, nos resta desejar que o novo ministro encontre a solução necessária para que possamos superar esta difícil travessia”, avaliou Simone.

Nascido em Campo Grande, Mandetta, 55 anos, é médico ortopedista formado pela Universidade Gama Filho. Foi médico militar tenente no Hospital Geral do Exército e trabalhou, ainda, na Santa Casa de Campo Grande, de 1993 a 1995.

Entrou para a Unimed de Capital, em 1998, como conselheiro fiscal e, no ano seguinte, assumiu a presidência do conselho fiscal da cooperativa. Em 2001, foi eleito presidente da Unimed Campo Grande, mandato que exerceu até 2004. Mandetta entrou para a política em 2005, quando foi nomeado secretário de saúde de Campo Grande. Ele ficou no cargo até 2010, ano em que foi eleito deputado federal, depois reeleito em 2014.

Não se candidatou ao pleito de 2018, mas ganhou força como ministro a partir do apoio dado ao futuro presidente nas eleições daquele ano. Com o aval do DEM (Democratas), a escolha de Mandetta como titular da Saúde foi bem avaliada dentro do governo e na própria classe médica. À época, curiosamente, um dos cotados era o oncologista e empresário Nelson Teich, escolhido nesta quinta-feira para substituir o campo-grandense no cargo.

Mandetta teve bom convívio com o presidente até a pandemia do novo coronavírus, quando ambos entraram em divergência sobre as medidas a serem tomadas. O ex-ministro seguia as recomendações das autoridades de saúde e da ciência, defendendo o isolamento amplo como forma de contenção, enquanto Bolsonaro divide as atenções da pandemia com os efeitos futuros que ela trará na economia, como o desemprego, razão pela qual prefere o chamado isolamento vertical. O presidente também defende o uso da cloroquina, medicamento ainda com opiniões controversas no tratamento para a Covid-19. A convivência entre os dois foi ficando cada vez mais difícil nas últimas semanas, como definiu o próprio Mandetta.