Aquidauana e Anastácio estão entre os municípios sul-mato-grossenses que não atingiram a meta de imunizar 95% das crianças com idade entre um ano e menores de cinco na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo. Por recomendação do Ministério da Saúde, a ação foi prorrogada e termina nesta sexta-feira (14) nas cidades vizinhas.

Dos 79 municípios sul-mato-grossenses, 63 superaram a meta de vacinação de 95%. No Estado, foram aplicadas 147.597 doses da vacina contra a pólio, ou seja, 93,37% de cobertura vacinal, e 147.013 doses da vacina contra o sarampo, o que equivale a 93%.

Campo Grande, que atingiu 80,83% da meta até 31 de agosto, assim como Dourados, com 94,49%, juntam-se a Aquidauana e Anastácio entre as cidades que estenderam o prazo. A lista também inclui Água Clara, Brasilândia, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Itaporã, Jaraguari, Jateí, Naviraí, Nioaque, Ponta Porã, Santa Rita do Pardo e Terenos.

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) distribuiu 257.700 doses da vacina contra a poliomielite e 206.010 doses da tríplice viral. As doses das vacinas já foram entregues para todos as regionais e para a micro de Campo Grande. Também foram disponibilizadas seringas e agulhas para a vacina tríplice viral num percentual de 100% da população de cada município.

Estratégia

Diferentemente de outros estados, em MS não é realizada uma campanha de vacinação contra sarampo voltada para adultos. Essa estratégia tem como objetivo manter elevada cobertura vacinal contra a paralisia infantil nos municípios, visando evitar a reintrodução do vírus selvagem da poliomielite, pois, apesar dos progressos alcançados desde o início do programa global de erradicação da doença, a mesma permanece endêmica em três países (Afeganistão, Nigéria e Paquistão). Além disso, outros países são considerados de risco para o agravo, especialmente naqueles com baixa cobertura vacinal, bolsões de não vacinados e que mantêm viagens internacionais ou relações comerciais com esses países.

Em relação ao sarampo, apesar dos esforços empreendidos desde o início do programa de eliminação nos últimos anos, casos da doença têm sido reportados em várias partes do mundo e, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), muitos países permanecem endêmicos para o sarampo, principalmente aqueles com baixa cobertura vacinal e bolsões de não vacinados.

No ano de 2016, a OMS declarou a região das Américas área livre do sarampo. Mas o vírus voltou a circular em 11 países das Américas em 2018. A Venezuela é o país com maior incidência da doença, concentrando 85% dos casos. Com a crise financeira e política no país, muitos venezuelanos têm buscado abrigo em países vizinhos, entre eles o Brasil, o que pode ter ajudado a disseminar a doença.

Esse é um dos fatores que justificou a necessidade da realização da campanha contra a poliomielite e o sarampo, a fim de captar crianças ainda não vacinadas ou que não obtiveram resposta imunológica satisfatória à vacinação, minimizando o risco de adoecimento dessas crianças e, consequentemente, reduzindo ou eliminando os bolsões de não vacinados. (*Foto: dos 79 municípios sul-mato-grossenses, 63 superaram a meta de vacinação de 95% – Miva Filho)

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